terça-feira, 13 de dezembro de 2011

É um paradoxo!


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Igualdade. Muito bom!

“Igualdade” é uma das muitas palavras que suscitam paixões mais por suas conotações do que por seu significado: um significado extremamente difícil de definir e muito controverso. Confesso abertamente que não sou diferente do resto da humanidade nessa questão. Sempre que ouço a palavra igualdade usada num contexto político, reajo como um cavalo diante de um obstáculo que não quer pular: refugo.
E isto por mais de uma razão. Pessoalmente, não confio em igualitários. Especialmente se são intelectuais. Raras vezes encontrei um intelectual igualitário que me surpreendesse por ser uma pessoa realmente indiferente ao seu próprio status, e que, por conseguinte, aceitasse de bom grado mesclar-se humilde e despercebidamente com a massa. Assim como os filósofos que negam a realidade da identidade pessoal (e há muitos) em geral não permanecem de todo indiferentes ao nome nos cheques que recebem como pagamento pelas suas publicações, também os igualitários falam em favor da vitória – a deles – pelo menos tanto quanto falam em favor da verdade. Às vezes parece que nenhum filósofo vive como se acreditasse que o que diz seja verdade.
Embora às vezes até tentem os igualitários raramente conseguem sofregar a sua ânsia de dominar. Marx e Lênin, dois igualitários bastante conhecidos, sequer tentaram. Claro: nenhum ser humano é capaz de alinhar completamente a sua vida aos seus princípios. Eu, por exemplo, acredito na cordialidade, mas não posso afirmar que sempre fui ou serei cordial. A única maneira de eliminar totalmente a hipocrisia e a impostura da vida humana seria abandonar quaisquer princípios. Só que a pessoa que adota como meta política, princípio e paixão dominantes algo que representa uma violência contra os desejos igualmente dominantes do próprio coração flerta com o desastre: abre caminho às racionalizações mais elaboradas e, fundamentalmente, mais absurdas para justificar a prática do mal em nome de um suposto bem. É por isso que se conhecer a si mesmo, ou prestar atenção aos movimentos da própria alma, como diz Samuel Johnson, é extremamente importante. Se você sabe, no mais íntimo do coração, que quer ascender aos olhos do mundo, ocupar um cargo de importância, ser melhor que a maioria e não ser pior do que ninguém, ser admirado por todos, e assim por diante, não é bom fingir que é um igualitário. Tal pretensão cedo ou tarde acarretará uma deformação medonha do seu caráter e a destruição da sua probidade intelectual.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Parece que a história se repete...

Hoje estava lendo alguns emails em minha caixa de mensagens enviadas e encontrei o texto abaixo, que escrevi 2007 quando tinha 21 anos de idades, foi uma discussão calorosa e reflexiva.
A fim de preservar a identidade da pessoa para quem escrevi o e-mail, pus um nome fictício. Mas tal fato não afetará o impacto da mensagem, vale até uma resenha.
Resumindo o fato, estava indignado com as atitudes da moça.

kk, Oi Petruska, tudo bem, que atitude ridícula a sua de ignorar-me pelo orkut, mas como disse: a sua. Não vejo motivo para uma atitude dessa, mas como não estou na sua cabeça para ficar lhe julgando, vc é quem sabe! Espero que estejas bem, não precisa ficar preocupada com os recados no orkut, porque eu não iria lhe escrever nenhum desaforo a mais. Só falei a verdade, a minha verdade, que vc deixou bem claro não ter gostado, dói ler a verdade. Vc é jovem eu também, temos muito que aprender ainda sobre maturidade.
Só uma dúvida? porque vc apagou o recado do orkut? vc também é arrogante? ou é perfeita demais para não deixar transparecer o seu erro, não sou perfeito, mas também não preciso de alguém para ficar apontado meus erros, como vc também não precisa de alguém para ficar apontando os seus. Vê se cresce e aparece... quando quiser falar com vc encontrarei um jeito, ser ignorado no orkut, só demonstra sua fragilidade, medo do quê? receio? só vc sabe! E antes que me esqueça, não tenho mais uma conta no orkut para vc se preocupar.
Fique na paz também e pare de fugir, evitar as pessoas também é ser antipático, fingir que alguém não existe é se achar melhor que ela, ignorar alguém é tão podre e arrogante quanto não olhar nos olhos de um mendingo. Pare de achar que só existem pobres no mundo, existem mentirosos também e a maioria deles vivem nas ruas.
Não estou chateado com vc, estou puto da vida, o que é pior. Mas não pense que lhe desejo mal, que tudo lhe vá bem.
Sucesso é o meu desejo a ti. Outra coisa, tudo que vai volta, o que é para ser nosso ninguém toma. Vê se não some, presta atenção: Não se finja de maluca e não tente se esconder, quando quiser, se quiser, dê um sinal de vida.
Na oportunidade peço-lhe desculpas pelas palavras ofensivas, não é normal em mim ser tão ignorante, vc ainda não passou dos limites, mas está chegando perto, dá raiva só de pensar.
O que me deixou mais chateado foi o fato de pela quarta vez, vc dizer: se vc esta fazendo alguma coisa para casar comigo desista!
Vc disse isso uma vez, e continuei o mesmo, disse a 2ª uma 3ª vez e continue de boa, mas agora foi a gota d'água, vc tira tanta onda que eu sou isso sou aquilo e vc cometeu a mesma burrice pela 4ª vez, nós não tinhamos combinado que iriamos nos conhecer como amigos?
Quanto a sua familia, que se exploda o comentário, seja autêntica, eles jogaram verde... e não colheram maduro, porque não tinha fruta, pode mudar esse discurso batido de que eu fiz pensar A ou B, segure seu pepino.
O problema é seu se não quiz me dar para descascar. Como é que conseguirei ser amigo de uma pessoa que só fica na defensiva, acorda para a realidade nunca lhe fiz mal, não permita que o mal se ponha entre nós, não fazemos mal um ao outro, só precisamos parar para acertar.
Um abraço.
Petrusko Pedreira

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A não ser que o amor seja tudo isso...


Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar…
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí?
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O AMOR… Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de qualquer coisa, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência… Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
(Autor: Artur Távora)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Vou parar um pouco por aqui...
Não sei quando vou retornar...
Beijuuuuuuus!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quem se importa?

Ninguém tem tempo pra se importar... Os valores mudaram... Se importar é coisa de quem não tem o que fazer... Jesus vivia pra se importar, o resto era secundário... Ou melhor, Jesus vive pra se importar, o resto nem existe... Quem se importa?... O homem vive para si, se importar é secundário... Quem sabe o que é o amor?... As pessoas têm dificuldade de separar amor fraternal de amor entre homem e mulher... Pra mim, isso é impossível... Não estou dizendo que não existe diferença... Na verdade, estou dizendo que pode até existir diferença, mas eu não consigo vê-la... Quando eu digo que amo alguém, seja homem ou mulher, mãe, pai, irmão, irmã, amigo, amiga... Sempre que digo que amo alguém, estou falando do amor fraternal... Nunca senti amor diferente desse... Não sei o que é amor que não seja esse... E sempre disse isso... Isso já foi tema de discussão entre eu e meus amigos muitas vezes, lá pelos idos de 2005, 06, 07, 08... Eu já me senti fortemente atraída por dois rapazes que eu amava... Ainda os amo... Mas o amor que sinto é o único amor que já senti na vida: amor fraternal... Será que amor fraternal com umas pitadas de atração física é outro amor? Se for assim, já senti outro amor... Mas, não acho que atração física tenha alguma coisa a ver com amor... Já senti atração física por alguns outros rapazes que eu não amava, alguns que eu nem conhecia... Não entendo muito bem o que seja o amor... Quem sabe o que é o amor?... Esse amor fraternal que sinto e que sempre senti nunca foi amor verdadeiro... É tão diferente do de Deus, mas tão diferente do de Deus, que eu não teria receio nenhum de dizer que não amo nem nunca amei ninguém... Pois, afinal, comparando o meu amor com o de Deus, ele não é nada, absolutamente nada... Pra falar a verdade, é até ódio... É um amor cheio de egoísmo, de um não se importar de verdade, de distância, de tédio... Sei não... Quem se importa? Quem ama? O amor é secundário no mundo dos "humanos". Eu queria me importar...