Eu não estou com pressa. Saber que é importante não implica necessariamente pressa. A pressa, ao invés de promover, destrói. Destrói o prazer que rega o sonho e a satisfação de realizar. Prefiro saborear como quem começa a comer a sobremesa com os olhos e sente a boca aguar. Depois, aos poucos e bem devagar, se delicia a cada colherada, demorando a degustar. A vida, os sonhos... Os meus sonhos são assim. Sou assim com os meus sonhos. Se eu tenho medo que o tempo passe e nada aconteça? Se eu tenho medo de não terminar de comer? Pelo contrário, tenho medo de comer tudo sem sentir o sabor. Tenho medo que o monstro da obrigação abocanhe os meus sonhos e mastigue-os sem dó. Prefiro saborear a simplesmente engolir. O caminho me fascina. Não posso desprezá-lo em nome do fim. Não quero me deparar com uma grande indigestão. Estou no desjejum da vida... Permita-me me deliciar com essa magnífica refeição.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
Registro de reflexões. Pingos.
Uma casa no campo. O que isso pode significar?
Trabalhar muito. Isso faz bem?
Acordar bem cedo. Pra quê?
Coisas da fazenda.
Tornar-me outra.
Amar o que se faz.
Amar o que se tem de fazer.
Você não começa a viver até perder tudo o que tem.
Um amigo de verdade? Mas, o que é isso?
Um trabalho voluntário no fim de semana? Talvez isso ajude.
Precisar. Eis o X da questão.
Viajar com meu sobrinho. Quero mesmo isso. Amo o meu sobrinho.
Pelo resto da minha vida. O que é isso?
Almoçar no parque. Como um piquenique com alguém que você ama. Todos os dias.
Entender sobre tudo. Ou sobre alguma coisa. Importante.
Gastar com alguém que esteja realmente em dificuldades.
Quando alguém está doente, realmente doente, tudo muda.
Remissão.
O valor do dinheiro?
Queria ser como uma criança com Deus. Não sou. É uma pena.
Não me arrependo mesmo de estar acordada a essa hora. São 3h54 da manhã. Assistindo O presente. Filme inspirador.
Eu quero ser uma pequenina. E quero uma mãe. Mas, o tempo não volta assim.
“O maior presente que ela me deu foi a vontade de seguir em frente, de superar”.
Em qualquer processo que vale a pena passar ficará mais difícil antes de ficar mais fácil. Isso é o que torna aprender um presente. Mesmo que a dor seja a sua professora.
Construir uma biblioteca. Num local necessitado.
Levar Enzo para viajar sem dúvida.
Ensinar uma comunidade a ler. Qual? Como?
Reclusão. Por um tempo. Um bom tempo.
É tudo tão idiota. Aqui as coisas começam a parecer sem sentido. Tudo.
Quando eu realizei meu sonho era como estar indo pra casa, para um lugar que nunca tinha ido antes. Já sentiu isso?
Um dia percebi que se eu contasse sobre coisas reais ia parecer fantasia. Se eu contasse sobre as fantasias ia parecer real.
Pensar em borboletas. Deus as pinta, cada uma, com os próprios dedos.
Olhar as estrelas.
Coisas simples e grandes.
Meu sonho era um dia perfeito... Meu sonho era estar com pessoas que eu amasse, que se amassem e que me amassem...
Estou começando a desfazer complexos dispositivos traumáticos que me fazem amar demais pessoas que nem podem ser amadas desse jeito. Porque não são essas pessoas necessariamente os objetos desse meu amor. São lindas... Mas não são elas. Não mesmo mil vezes. Risos.
Quero um casaco e um gorro. Quero mais do que isso. Quero ficar bonita de casaco e gorro. Risos novamente.
Meninos não têm idéias. Adorei. Vou morrer sem melodramas. Muitos risos dessa vez.
Ei, você tem que entender uma coisa. Mesmo que não tenha sonho próprio, você realizou o meu. E isso conta muito.
Já assistiu a um filme e teve a sensação de não querer que ele acabasse?
Você tem que admitir: mesmo que não tivesse nada para escolher além dela, você ainda seria um grande vencedor. Não estrague tudo. Conhecendo você, é provável que faça isso.
Honestamente eu não sei se eu tenho o meu próprio sonho. Mas, sei que eu posso ajudar os outros a realizarem os seus. Disso eu não tenho dúvida.
Em minha opinião, o amor de amigo é sempre muito maior do que o amor de um homem ou de uma mulher.
Mas, será que Deus não pinta as nossas vidas, cada uma delas, com os dedos também?
Ah! Se a gente sempre confiasse e deixasse isso acontecer... Abrir o coração para a vida, e para o sim do amor.
sábado, 19 de abril de 2014
O que vai cair na prova, professor?
Se a vida é uma prova
Por que não tive aula ou revisão?
Nem sei do que se trata
E nem posso fazer recuperação.
A vida é avaliação
De quê mesmo, meu Senhor?
Porque não me lembro
De nenhum livro ou professor.
É folha em branco
Pra fazer redação
São perguntas e respostas
Sem prévia, sem lição
É por isso que eu opto
Por chutar ou colar
E tem outro jeito
Pra sair do lugar?
Nem pude perguntar
O que vai cair na prova, professor?
E estou apavorada
Desde quando começou
Esse zero é certeiro?
Então eu nem vou mais tentar
Levanto a mão: terminei,
Pode vir (me) buscar.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Coisa de gente doida?... Coisa de gente!!! Coisa minha!!
Saí da casa de minha mãe aos 22 anos. A primeira casa onde morei era um quartinho na laje de um prédio, muito pequenininho. Mas, de onde guardo muitas recordações e muito carinho. A segunda casa onde morei era linda. Eu e Adna dividíamos o aluguel, sempre. E dividimos as despesas com a mobília. Ficou espetacular. Tudo era lindo, mas o sofá era o que tínhamos de mais esplendoroso. Todo mundo que entrava lá pela primeira vez dizia: que casa linda!! a casa de vocês é muito linda!! E a gente ficava cheia de satisfação pela realização. Dava gosto mesmo.
Uma vez entrou um rato lá. Ficamos aflitíssimas. Espalhamos pega-tudo por todos os cantos da casa. Adivinha onde ele foi inventar de dormir? No sofá!! Ai, meu Deus do Céu! Ele roeu nosso sofá.
Até dava para esconder os locais roídos com as almofadas. Mas, lá no meu coração eu sabia que não era a mesma coisa, um rato tinha passado por ali e tinha feito estrago. Nem queria mais ver o sofá... Era o meu sofá, o rato não podia ter feito aquilo. Poxa!! Agora, não presta mais. É!! Parecia mesmo uma criança mimada que acaba de ver seu brinquedo predileto na mão de outra criança. Eu sou assim. Sempre! Mimada, birrenta, chata, ciumenta. Criança toda.
Não estava tão chateada pelo sofá em si, mas por não poder gostar mais dele como gostava antes, porque ele não era mais o mesmo. Aí, no coração, eu carregava o vazio do lugar do sofá de estimação, que agora tinha de ser desprezado. Eu queria a estima. O sentimento de estima me agradava. Não queria deixar de senti-la. Mas, já não podia mais senti-la porque o objeto da minha estima já não me causava tanta estima assim. O espaço vazio da antiga estima doía.
Por diversas circunstâncias depois disso, ou por imaturidade mesmo, pouco tempo depois, eu e Adna repartimos a mobília. Ela voltou para casa da mãe. Eu dei parte da minha mobília para minha irmã e outra parte para minha mãe, inclusive meu sofá. Minha mãe tem cachorro. O sofá é outro. Mesmo.
Fui morar sozinha numa casa menor. Até hoje não tenho sofá. E as saudades daquela casa é imensa. Era o meu lugar. Era o meu sofá, rato maldito.
sábado, 28 de dezembro de 2013
2013...2014!
Shakespeare disse que não é o que você tem na vida que importa, mas quem você tem na vida. As pessoas regaram meus dias em 2013.
Conheci muitas pessoas interessantes... E muito amáveis!
Meus planos para o novo ano? São tantos e ao mesmo tempo tão poucos...
Quero escrever um livro.
Quero viajar de avião.
Fazer um curso de inglês.
Aprender a tocar um instrumento.
Fazer atividade física.
Não comprar livros.
Estudar de verdade para concursos.
Passar num concurso melhor.
Engordar uns quilinhos.
Uma lista comum. Vamos ver no que vai dar...
A todos vocês, um 2014 verdadeiramente acompanhado!
domingo, 24 de junho de 2012
terça-feira, 5 de junho de 2012
Amor de enterro...
Você já sentiu o que costuma sentir no enterro de alguém que você amou muito por alguém que ainda está vivo? Se não, adiante-se!
Senti vontade de aplaudir minha avó no seu enterro e nunca fiz isso em vida. Senti vontade de lhe dar flores carregadas de amor e admiração e nunca fiz isso enquanto tive oportunidade. Senti muita admiração por todas as suas realizações, por todas as adversidades que conseguiu vencer em vida... Somente seu enterro me fez pensar em tudo isso. Ah! Como eu queria ter sentido isso enquanto ela vivia! Acho que a teria feito se sentir amada e reconhecida. E foi tudo o que ela sempre sonhou e tudo o que sempre negligenciamos.
A maior negligência da vida é falhar no amor.
Eu já provei sentimento de enterro por algumas pessoas, mas ainda assim me privei de demonstrá-lo. Esse é outro perigo. Quando senti, era como se a pessoa estivesse na U.T.I. de um hospital, em coma, prestes a ter seus aparelhos desligados. Isso não era verdade. E em meu coração só aumentava a vontade de aproveitar o tempo perdido e viver amando.
Estar certo sobre o que é mais importante na vida é a raiz da questão. Viver sem amar de verdade é apenas existir. Realização só é realização quando ela te ajuda também a fazer alguém feliz. Você e o outro são objetivos imbricados. Não dá pra separar. "Ame ao próximo como a si mesmo". Não vale de nada amar apenas a si mesmo. Não vale de nada amar apenas ao próximo. Necessariamente, tem de amar a si mesmo e ao próximo.
Quero dar flores carregadas de admiração pra minha mãe. Quero parabenizar a você que eu amo!Quero me conscientizar de todas as suas realizações, de toda a sua força... Quero aplaudir você com amor e fervura!
Se nos déssemos conta do quanto a vida é passageira, viveríamos de outro jeito.
Louvo a Deus por esse outro jeito!! Vivaaaaa!!!
Sentimento de enterro... Lembre-se disso! rsrsrsrs
Amor de enterro para vocês!
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